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Crise = oportunidade? Depende.

Data de publicação: 29/04/2016

Toda crise altera o contexto socioeconômico e afeta a demanda por produtos e serviços. Alguns setores veem seus negócios minguarem, enquanto outros prosperam em função do aumento da demanda. Enquanto a venda de automóveis novos cai, aumenta a busca por serviços de manutenção de usados. As oficinas estão cheias – quem pensava em trocar de carro agora busca dar sobrevida ao seu usado. O dólar alto que minou o turismo internacional deu novo fôlego ao turismo doméstico e atraiu de volta o turista estrangeiro. Há muitos outros exemplos de setores que foram impulsionados pelo cenário de crise, mas em geral, há mais empresas em dificuldades do que prosperando. A prova disso está nos jornais todos os dias e nos indicadores de desemprego, perda de poder de compra, número de empresas fechadas etc.

O fato de a organização que percebe a crise não ser necessariamente a mesma que será capaz de desenvolver a oportunidade, reduz a uma visão romântica os clichês frequentemente usados na gestão, como a alusão ao idioma chinês, no qual a palavra “crise” é composta pelos ideogramas “risco” e “oportunidade” juntos.

Quer dizer que numa crise, não há oportunidades para todos? Se o seu conceito de oportunidade é um novo negócio ou o aumento da demanda pelos seus produtos atuais, então a resposta é sim.

Agora, acreditamos que o ambiente de crise oferece também um outro tipo de oportunidade, que pode ser explorado por todas as organizações. Estas oportunidades estão baseadas na adoção de abordagens diferentes do business as usual. É preciso ir além do corte de despesas, revisões orçamentárias e faseamento de novos projetos para absorver os impactos negativos da crise. Os líderes da organização precisam valer-se de novas abordagens para desenvolver inovações e melhorias visando mitigar, ou reverter, os efeitos da crise sobre os negócios empresa.

 

Apesar de pouco explorada, uma das formas mais eficazes de revelar oportunidades durante a crise é o uso do prisma da sustentabilidade.

 

Em um estudo recente conduzido pela O.N.E. Sustentabilidade, a partir de mais de 30 horas de diálogos com líderes de empresas de diversos segmentos de atividade econômica, foram identificados efeitos decorrentes da crise (riscos, eventos ou condições adversas) que podem interferir na capacidade da empresa gerar resultados. Para cada efeito, com o uso de práticas e princípios geralmente abrigados na agenda de sustentabilidade, foi possível elencar ao menos uma oportunidade para mitigar os reflexos negativos sobre a empresa e manter sua competitividade. Alguns exemplos:

 

Efeito da Crise: corrosão de margens devido ao custo maior dos insumos conjugado à redução de consumo.

Oportunidades sob o prisma da sustentabilidade:
Estimular redução de consumos de materiais por meio de programas associados a temas de sustentabilidade:

  •      = Economia de recursos naturais, redução da geração de resíduos (menores perdas) e estímulo à reciclagem, redução de emissões de gases de efeito estufa (economia de energia), economia de recursos hídricos etc.;

  •      = Adotar princípios de design sustentável – racionalização de especificações e processos; análise crítica do custo do insumo vs. valor agregado ao produto; 

  •      = Desenvolver alternativas de fornecimento local para insumos importados: menor influência do dólar e promoção de ganhos sociais locais.

 

Efeito da Crise: aumento de preços e da inflação percebida induzem menor tolerância a problemas de qualidade, de serviço ou de relacionamento.

Oportunidades sob o prisma da sustentabilidade:
Ampliar ênfase no plano de relacionamento com stakeholders para mitigar risco de propagação de opiniões contrárias à empresa. Evitar perdas de faturamento devido ao aparecimento de espiral negativa.

 

Efeito da Crise: sociedade voltada para emergências éticas e socioambientais (água, desemprego, corrupção...)
Oportunidades sob o prisma da sustentabilidade:

  •      = Estabelecer e divulgar o posicionamento corporativo sobre os temas emergenciais;

  •      = Aproximar a marca aos valores e anseios do cliente/consumidor, reforçando a oferta e comunicação de produtos mais alinhados a estes temas;

  •      = Revisar as prioridades de sustentabilidade da organização, avaliando como os temas emergenciais estão sendo considerados na estratégia atual.

 

Além destes exemplos, foram identificadas oportunidades para mitigar outros 21 riscos ou efeitos negativos da crise sobre os negócios.
Em suma, há sim oportunidades derivadas do contexto de crise para todas as empresas. O desafio da gestão está em desenvolver as competências e criar as condições para revela-las. Tudo isso, além de manter o negócio rodando no curto prazo.

 

Se precisar, a O.N.E. Sustentabilidade pode ajudar nessa tarefa.

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